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Onde mora o medo quando existe amor
Quase terminei um relacionamento que está dando certo porque, por alguns instantes, acreditei que não estava sendo amada o suficiente. Pelo menos não da forma como eu idealizei. Mas, no fundo, não era falta de amor. Era medo. Depois de tanto tempo sendo machucada, algo muda dentro da gente. Criamos traumas silenciosos, barreiras invisíveis, defesas que parecem proteção, mas que às vezes afastam exatamente aquilo que poderia ser bom. O medo não desaparece em poucos meses. Hoje
31 de dez. de 2025


Há dores que não gritam
Há dores que não gritam. Elas se repetem em frases ditas com naturalidade, em olhares que julgam, em palavras que continuam ecoando quando a casa silencia. Este foi o ano em que descobri que a ferida mais profunda não veio do mundo lá fora, mas de alguém que carrega o mesmo sangue que eu. Passei meses ouvindo que eu não era suficiente. Que eu era uma péssima mãe. Que meu filho teve azar por ter nascido de mim. Que alguém que nunca gerou, nunca pariu, nunca perdeu o sono, nunc
17 de dez. de 2025


Quando a confusão dele virou silêncio meu
Ele disse que estava confuso. E, pela primeira vez, eu precisei ser clara. Não porque eu quisesse ir embora, mas porque ficar, naquele momento, significava me perder. A confusão dele não veio em forma de frieza. Veio em cuidado. Em carinho. Em palavras bonitas que não sabiam para onde ir. Veio em promessas suaves, mas sem chão. E eu entendi. Entendi demais. Entendi o medo. Entendi o passado. Entendi traumas que não eram meus. Mas chegou um ponto em que entender começou a doer
16 de dez. de 2025


Amar devagar não é fugir
Nem toda confusão nasce da falta de sentimento. Às vezes, ela nasce do excesso de memória. Ele não estava confuso sobre o que sentia. Estava confuso sobre o que poderia sentir sem se machucar outra vez. Depois de uma história que terminou em medo, chantagem emocional e culpa, amar deixou de ser simples. O que antes era entrega virou cautela. O entusiasmo deu lugar ao freio. Não porque o coração não quisesse, mas porque a mente aprendeu a se proteger. A confusão surgiu quando
16 de dez. de 2025


Sentimentos digitais: o paradoxo da conexão
Já não existem mais tantos blogs. Os poucos que resistem viraram vitrines vazias, páginas que existem apenas para provar que um dia houve algo ali. Já não recebem histórias, textos, frases ou pensamentos compartilhados. Também já não existem cartas. As pessoas não escrevem umas para as outras porque desaprenderam a dizer. O romantismo virou exagero. Flores, chocolates e cartões soam antiquados demais para um mundo apressado. Não se compram mais revistas nas bancas. Aliás, ain
3 de dez. de 2025


Quando a tristeza faz sentido
De onde vem a felicidade que todo mundo procura? Do amor? Do dinheiro? Dos bens materiais? Da família? Dos amigos? Do trabalho? Da terapia? E por que ainda existem pessoas que têm tudo isso e, mesmo assim, seguem infelizes? Ou apenas meio felizes, como se algo ainda faltasse? Estamos sempre em busca de alguma coisa, em algum lugar. Sempre existe um vazio. Sempre há algo para lamentar. Ou talvez estejamos tão acostumados a sofrer que, quando a felicidade finalmente aparece, nã
23 de set. de 2025


Os emocionados precisam se encontrar
Nós, emocionados, não precisamos mudar. Não adianta tentar apagar essa chama que vive dentro de nós. Ela é o que nos define. É o que nos torna quem somos. O que realmente precisamos é encontrar alguém que enxergue a nossa intensidade como um presente. Alguém que cuide desse coração profundo, sensível e genuíno. O problema é que, muitas vezes, insistimos em mergulhar em águas rasas. É quase irônico. Nos apaixonamos por quem não quer algo sério, por quem vive em dúvida. Nos sen
8 de ago. de 2025


Longe de você, perto de mim
Não sei quando vou conseguir parar de escrever sobre você. Existe uma sensação estranha, quase uma conexão invisível, como se você ainda lesse tudo o que eu escrevo. Ou talvez isso seja só coisa da minha cabeça. Uma paranoia silenciosa. Escrever virou a única forma que encontrei de dizer o que nunca mais poderei dizer pessoalmente. É uma conversa de mão única. Só eu falo. Nunca há resposta. Ainda assim, é como se estivéssemos próximos, mesmo estando tão distantes. Mas algo em
12 de jul. de 2025


Entre os abismos da ansiedade
Era uma noite de terça-feira. Eu não estava bem, mas também não sabia explicar exatamente o que sentia. Se tivesse que dar um nome, diria que era um luto estranho, como se algo tivesse morrido dentro de mim. Passei no mercado e comprei algumas coisas para comer. O plano era simples. Chegar em casa, tomar um banho quente, assistir a um filme e devorar nuggets e chocolates. Parecia um bom plano. Parecia suficiente. Deitei por volta da meia-noite. O frio estava intenso e meus pé
5 de jul. de 2025
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