Os emocionados precisam se encontrar
- 8 de ago. de 2025
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Nós, emocionados, não precisamos mudar. Não adianta tentar apagar essa chama que vive dentro de nós. Ela é o que nos define. É o que nos torna quem somos. O que realmente precisamos é encontrar alguém que enxergue a nossa intensidade como um presente. Alguém que cuide desse coração profundo, sensível e genuíno. O problema é que, muitas vezes, insistimos em mergulhar em águas rasas. É quase irônico. Nos apaixonamos por quem não quer algo sério, por quem vive em dúvida. Nos sentimos atraídos pela escassez, como se o nosso coração quisesse provar que consegue transformar qualquer gota em oceano.
Não temos medo de sentir. Muito menos de demonstrar. Amamos de forma aberta, sem esconder o que carregamos por dentro. E é justamente por isso que precisamos de alguém disposto a viver essa intensidade ao nosso lado. Alguém que envie uma mensagem carinhosa no meio do dia só para lembrar que pensa em nós. Que convide para um jantar especial ou sugira algo inesperado, transformando um dia comum em uma memória inesquecível. Alguém que goste de estar por perto, que se interesse pelas nossas histórias e que, de vez em quando, ligue apenas para ouvir a nossa voz.
Chega de investir energia em corações frios. Eles nos fazem sentir insuficientes, como se o amor que temos fosse excesso, quando na verdade é dom. Aos poucos, nos fazem duvidar do que temos de mais bonito, a nossa capacidade de nos entregar. E nós, feitos de amor, acabamos suportando mais do que deveríamos, oferecendo o melhor de nós a quem não nos devolve nem o essencial.
Mas isso não é sobre nós. Nunca foi.
Somos raros. Intensos. E não há culpa alguma nisso. Só precisamos ser mais cuidadosos com quem permitimos entrar no nosso mundo. Amar da forma como amamos exige responsabilidade. Quem chega perto do nosso coração precisa estar disposto a cuidar dele, sem medo da profundidade que carregamos.
É hora de nos proteger. De parar de desperdiçar energia com amores rasos que esfriam a alma. Não podemos permitir que o gelo dos outros apague o calor que nos torna únicos. Quantas vezes já não nos entregamos por inteiro e acabamos sozinhos, machucados pela nossa própria profundidade?
Nós não precisamos mudar. Só precisamos encontrar alguém disposto a mergulhar tão fundo quanto nós.




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