O outono em mim
- 17 de mai. de 2025
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Outono é a minha estação favorita.
Nem frio, nem calor. É o meio-termo perfeito. Aquele clima agradável, fresco, que convida a respirar fundo. Ele vem vestido de amarelo, a mesma cor que eu gosto, e carrega, discretamente, o significado de recomeço. É tempo de deixar o que é velho para trás e prestar atenção no que insiste em nascer daqui pra frente. As folhas secas caem e, curiosamente, tudo fica mais bonito. Mais colorido. Os frutos do que foi plantado começam a aparecer. O verão, por sua vez, já evaporou os excessos, levando os males e deixando apenas a esperança.
O outono é aconchego de alma.
Ele traz calmaria. Os dias são iluminados por um sol gentil, que não queima nem congela. Às vezes bate um friozinho nas madrugadas, mas o coração permanece quentinho e isso nos leva para a cama um pouco mais cedo, sem culpa. É tempo de renovação. Tempo de planejar possibilidades, daquelas que realmente nos levam a algum lugar. O calendário avisa que o ano já está quase na metade, mas o outono sussurra que ainda dá tempo. Sempre dá.
É também a estação dos amigos, das visitas sem pressa, do bolo com café, das taças de vinho e das conversas que se prolongam. Sobre esse último ponto, deixa comigo. Prometo não esquecer de combinar o próximo encontro. O destino você escolhe, na minha casa ou na sua, afinal continuo sendo uma libriana indecisa em qualquer estação do ano. O bolo não é problema. É de cenoura, com cobertura de chocolate.
Aposto que, depois desse último parágrafo, o outono já ganhou um lugar especial no seu coração também. Como de costume, termino este texto desejando viver as próximas estações com a mesma intensidade com que vivo esta, sonhando bastante e com a certeza tranquila de que o universo vai, em algum momento, dar um jeito de transformar desejos em realidade.




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