O Natal está chegando
- 10 de dez. de 2024
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E a gente fica como?
Sentimental.
Eu sou, sem dúvida, a pessoa com o espírito mais natalino que eu conheço. O Natal é a minha época favorita do ano. Ao mesmo tempo, é também quando fico mais nostálgica. As lembranças aparecem sem pedir licença e nem todas são suaves. Vêm os sorrisos que já não estão mais aqui, os abraços que não podemos mais dar, as palavras que ficaram guardadas e os momentos que passaram. Páginas viraram. Outras tantas histórias ficaram para trás.
Ainda assim, o Natal também fala sobre renascimento. É tempo de recomeçar. De resgatar esperanças que se perderam pelo caminho. Reunir a família. Fazer as pazes com aquele primo com quem não se fala há anos. Matar a saudade de quem continua aqui. Mandar mensagem para aquele amigo distante usando a velha e perfeita desculpa do “Feliz Natal”. Comer tudo o que a pessoa cozinheira da casa preparou com carinho. Planejar um futuro brilhante. Sonhar com o improvável. E, por alguns dias, acreditar que tudo pode acontecer.
O Natal é a época ideal para aquecer corações que estavam congelados. Alguns dizem que ele é um grande clichê. Talvez seja. E este ano, confesso, quero viver o Natal mais clichê de todos. Pretendo passar dezembro inteiro assistindo aos meus filmes natalinos favoritos. Essa época me lembra chocolate quente, panettones e biscoitos champanhe, que todo mundo diz odiar, menos eu.
E se você fez cara feia ao ler biscoitos champanhe, espere só até saber que eu também amo uva passa no arroz.
No Natal, a gente sente.
E sente sem culpa.




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