A dor da despedida
- 30 de mai. de 2025
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Dizer adeus é uma das coisas mais difíceis que existem. E, ainda assim, é necessário. No começo, até parece simples. A gente acredita que dá conta, que é só uma palavra, um gesto, um fim anunciado. Mas, com o tempo, a ficha cai. Você percebe que não há retorno e entende que aquele adeus não é temporário. É definitivo.
Dizem que, em algum momento, tudo passa e restam apenas as lembranças. Aqui estou eu, esperando esse momento chegar. Confesso que isso me causa uma ansiedade imensa. Uma dor que se instala no fundo do peito e uma ausência de felicidade que deixa a vida estranhamente vazia. É como se algo estivesse faltando o tempo todo, mesmo sem saber exatamente o quê.
É o fim de um ciclo. E eu sei que preciso seguir em frente, mesmo tendo que engolir a tristeza e conter as lágrimas de vez em quando. Preciso acreditar, sem hesitar, que tudo vai ficar bem. Houve um tempo em que eu tinha tanto medo de perder alguém que acreditava que o mundo acabaria se isso acontecesse. Demorou, mas cheguei aqui. Hoje, o medo é outro. O medo de me perder de mim mesma.
Jamais deixarei de acreditar no amor, mesmo que alguém, em algum momento, tenha desistido de me amar. Uma vez me disseram que não é porque uma coisa deu errado que tudo vai dar errado. Ouvir isso fez sentido. Repeti essa frase algumas vezes até transformá-la em verdade.
A pessoa mais importante da sua vida precisa ser você. Lute por si com coragem. Se necessário, faça-se de forte. Seja firme e até fria em alguns momentos, para que a partida de alguém não pareça o fim do mundo. Permita-se exigir, querer, escolher, acreditar, ser feliz e encontrar o amor. Não abra mão da sua essência. Crie expectativas, sim, e jamais aceite menos do que merece. É assim que se aprende a sobreviver à dor da despedida.
Não é fácil. Eu sei. Mas é o melhor caminho. É o caminho que machuca menos, que anestesia aos poucos, que te coloca como prioridade e desperta, novamente, a vontade de ser feliz. Mesmo que isso signifique arrumar as malas e recomeçar tudo de novo.
Despeça-se do outro, se for preciso. Mas nunca diga adeus a si mesma.




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